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sexta-feira, 23 de julho de 2010

The city I live is the city I love

Quando adolescente eu adorava aquela música Under the bridge, do Red Hot...
"I drive on her streets 'cause she's my companion
I walk through her hills 'cause she knows who I am
She sees my good deeds and she kisses me windy
(...)
At least I have her love, the city she loves me
Lonely as I am, together we cry"

...aquela música que fala sobre um amor do eu-lírico, um grande amor... por sua cidade-natal! E, embora eu não tenha derramado meu sangue sobre a ponte de minha cidade, posso me valer de toda a atmosfera destes versos pra expressar o que sinto por minha cidade.

Como é bom nascer, crescer e continuar vivendo em uma cidade que posso chamar de minha!
Nascida em Curitiba, curitibana em minhas manias e sotaque... eis quem sou.Não à toa Rita Lee Jones afirma "quero ser normal em Curitiba".
O melhor em ser curitibano é conviver com semelhantes em orgulho da cidade que nos agrega. Dizer 'leitê quentê'. "prrrrrrruuuuuuuu" -- conviver com o excesso de pombos nas praças. Terminar frases com 'daí'. Ser comedido ao conhecer novas pessoas, leal em amizades de toda uma vida, espontâneo e transparente ao extremo com quem já é íntimo. Passear em parques. Consumir em shoppings. Ser amante da natureza e demonstrar tal zelo em uma preservação declaradamente 'caxias'. Não jogar lixo no chão. Curtir democraticamente as mais diversas gastronomias. Caçoar do sotaque de outro curitibano enquanto o assiste na tv. Usufruir de uma vida cultural rica em opções. Ter orgulho de ser curitibano.

O melhor de trabalhar na região metropolitana é saber que estou sempre próxima de minha querida Curitiba, me sentindo a bordo de um satélite que não circundaria um planeta -- sem luz própria --, mas uma estrela!
Como é bom poder afirmar que desde o início de minha carreira já trabalhei em escolas no residencial e aconchegante Água Verde, próximo ao florido Jardim Botânico, no glamouroso Champagnat, no político Centro Cívico e no pulsante Largo da Ordem.
Parto de Curitiba de manhã contente por saber que durante a noite estarei de volta no leito de minha aquecedora Curitiba.

sábado, 18 de abril de 2009

"I´m so emotional"


"Se eu me entregar, total
Meu medo é
Você pensar que eu
Sou superficial"

Se até mesmo Rita Lee se questionou em uma bela versão de Beatles, acredito que esta deva ser uma questão que aflige mais mulheres além de mim...não que sejamos o sexo frágil, isso não! Mas como é fácil se perceber vulnerável diante de um homem que lhe desperta emoções...
Como pode ser renovador -- e desesperador -- o paradoxo de sentir o calor adolescente de um "não-saber-como-agir-diante-daquele-alguém" quando a vida já lhe aponta a maturidade dos compromissos profissionais, as atribulações da vida adulta.
Segurar o instinto ou botar fé no lance? Desconfiar dos homens, suas 'piazices de prédio' e sua sede por prazer imediato ou confiar na maturidade masculina em um universo em que as mulheres podem ser desencanadas e ainda dotadas de emoções?
Agora só me restam os questionamentos... já mergulhei, já sinto toda a minha pele molhada... agora é hora de perceber se este 'tanque' tem profundidade o suficiente pra reter esse mergulho, ou se ele é raso -- mas que não seja tão raso a ponto de fraturar minha medula. Pode até ser menos profundo do que a impressão inicial, mas, certamente, não mergulhei em um tanque tão raso a ponto de me deixar sequelas paralisantes... acho q não... tomara que não! (Será que existe alguma fisioterapia pra fortalecer os 'músculos emocionais'?)